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CEBRASPE · 2026 · Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas · Analista Ambiental

Questão 3 – Língua Portuguesa – CEBRASPE 2026 – Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Analista Ambiental)

Texto 1 de 1

O estudo das mudanças climáticas é essencial para a compreensão dos impactos decorrentes das atividades antrópicas sobre o sistema climático global, que provocam alterações significativas nos padrões climáticos, resultantes, principalmente, do aumento das concentrações de gases de efeito estufa (GEE), como o dióxido de carbono (CO₂) e o metano (CH₄). Tais emissões decorrem de múltiplas fontes, destacando-se a queima de combustíveis fósseis, o desmatamento e a adoção de práticas agrícolas ambientalmente insustentáveis.

A relevância desse tema torna-se ainda mais evidente à luz dos objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS) estabelecidos pela ONU, os quais buscam promover um modelo de desenvolvimento sustentável em escala global. Nesse contexto, o ODS 13 — ação contra a mudança global do clima — destaca a necessidade de incorporação de estratégias de mitigação e adaptação às mudanças climáticas nas políticas públicas e nos processos produtivos e socioeconômicos. Ademais, os efeitos das mudanças climáticas repercutem diretamente em outros ODS, como a erradicação da pobreza (ODS 1), a segurança alimentar (ODS 2) e a promoção da saúde e do bem-estar (ODS 3), o que evidencia a natureza transversal das questões climáticas e sua estreita relação com o desenvolvimento sustentável.

As mudanças climáticas são impulsionadas por uma combinação de fatores naturais e antrópicos — feitos pelo ser humano ou resultantes de suas ações —, sendo as atividades humanas as principais responsáveis pelo aquecimento global observado nas últimas décadas.

Gases como dióxido de carbono (CO2), metano (CH4) e óxidos de nitrogênio (NOx) são fundamentais para o crescimento do efeito estufa, um processo natural que mantém a Terra aquecida. No entanto, as concentrações desses gases aumentaram significativamente devido a atividades humanas como a queima de combustíveis fósseis, processos industriais e processos ligados à agricultura ⸺ um crescimento que resulta em desequilíbrio e intensifica o aquecimento global.

O desmatamento, especialmente em florestas tropicais, contribui para as mudanças climáticas ao reduzir a capacidade de absorção de CO2 pelas árvores. Além disso, a conversão de áreas florestais em terras agrícolas ou em concentrações urbanas libera o carbono armazenado no solo, agravando ainda mais o problema.

A expansão urbana desordenada, frequentemente

conduzida sem o devido planejamento, tem provocado o aumento

das emissões de gases de efeito estufa (GEE). Esse processo de

urbanização também intensifica o consumo de energia, o fluxo de

veículos e a produção de resíduos, agravando a poluição

atmosférica e a degradação ambiental. Além disso, cidades mal

planejadas tornam-se mais suscetíveis a desastres,

potencializando os efeitos das mudanças climáticas. Esses

impactos recaem de forma desproporcional sobre populações

socialmente vulneráveis, que, em geral, são as que menos

contribuem para as emissões. A escassez de recursos para

adaptação às mudanças climáticas aprofunda as desigualdades

sociais e econômicas, gerando consequências severas para a

saúde pública, a segurança alimentar e o acesso à água.

A compreensão das mudanças climáticas é estratégica não

apenas para a proteção dos ecossistemas, mas também para a

garantia da qualidade de vida das gerações presentes e futuras. A

produção científica e a disseminação do conhecimento técnico

sobre o tema são fundamentais para subsidiar a formulação de

políticas públicas eficazes e fortalecer a conscientização da

sociedade, possibilitando o enfrentamento dos desafios

decorrentes de um sistema climático em contínua transformação.

Nesse contexto, a educação ambiental e técnica assume

papel central na capacitação de indivíduos e comunidades para a

tomada de decisões embasadas em critérios científicos e

socioambientais. A ampliação da consciência quanto à

conservação ambiental, ao uso sustentável dos recursos naturais e

à redução da pegada de carbono favorece a adoção de práticas e

comportamentos alinhados aos princípios da sustentabilidade.

Em síntese, trata-se de um desafio de elevada

complexidade, marcado pela interdependência de múltiplos

fatores, que demanda ações coordenadas em diferentes níveis de

governança. Tal enfrentamento pressupõe o aprimoramento de

políticas públicas, o estímulo à inovação tecnológica e o

fortalecimento do compromisso social em prol de um modelo de

desenvolvimento sustentável.

Fonte: Internet: www.creasp.org.br (com adaptações).

De acordo com o texto CG1A1, os impactos das mudanças climáticas

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