Comando
Em uma via pouco movimentada, à noite, Fernando voltava para casa dirigindo seu automóvel e atropelou e matou Estela, que estava parada na via. Segundo se verificou posteriormente, Estela era esposa de Fernando, o que levantou a hipótese de ter havido intenção criminosa (feminicídio). Os peritos criminais que analisaram as circunstâncias da ocorrência verificaram que as marcas de pneu no local da colisão indicaram que o processo de frenagem se iniciou a 6,9 m de distância do local do impacto e que, com o impacto do automóvel, Estela foi lançada a 10 m de distância. Além disso, eles constataram que a massa de Estela era de 60 kg, as massas do carro e do condutor eram de 1.400 kg e o coeficiente de atrito dinâmico entre pneu e asfalto, no local, era µd = 0,5. A partir dessa situação hipotética, considerando-se que a aceleração da gravidade é igual a 10 m/s2, julgue os itens a seguir, a respeito das possíveis conclusões dos peritos.
A observação de marcas de pneu na via apenas a partir de certa metragem revela a inocorrência de processo de frenagem anterior à formação dessas marcas.
Luíza relatou a um delegado de polícia estar sofrendo, nos últimos dias, choques elétricos sucessivamente mais desagradáveis quando vai usar seu rádio de pilhas. Sugeriu que isso poderia ter sido provocado por Marcos, seu marido, com quem vinha tendo problemas conjugais. Peritos enviados à residência de Luíza, após análise, encontraram um circuito elétrico acoplado ao botão do rádio, conforme ilustrado a seguir, em que V = 12 V, R = 100 Ω e L = 10.000 H. Para esse circuito, a chave Ch1 fecha assim que o rádio é ligado (e Ch2 permanece aberta) e, no tempo programado no temporizador T, cujo tempo é medido em segundos, a chave Ch1 abre e a chave Ch2 fecha. Em seu depoimento, Marcos confessou que a intenção era fazer Luíza receber choques cada vez maiores, até que o último a matasse.
