Texto 1 de 2
Aprendemos desde cedo que a linguagem verbal serve para comunicar e frequentemente dizemos que o importante é a comunicação. Quando se fala em comunicação, muitas vezes, pensamos que se está falando na transmissão de informações. Comunicar não se limita, entretanto, a transmitir informações. Realmente, há momentos em que desejamos apenas fornecer uma informação, mas, muito frequentemente, temos outros objetivos, como: dar uma ordem, expressar um sentimento, fazer um pedido, exercer algum tipo de influência, fazer o outro mudar de opinião...
O ser humano vive em sociedade, isto é, fazemos parte de grupos sociais e agimos em conjunto com nossos semelhantes; interagimos. Na verdade, é para interagir que nos comunicamos, falamos e escrevemos. Por isso, não podemos nos esquecer de que a comunicação, ou a interação, envolve mais do que simplesmente informação; envolve, sobretudo, alguma forma de ação sobre o outro.
Fonte: Ana Lúcia Tinoco Cabral. A força das palavras. São Paulo: Editora Contexto, 2010, p. 10-11 (com adaptações).
Texto 2 de 2
Uma paciente com 70 anos de idade foi levada por familiares para atendimento em um ambulatório de clínica médica. A família da paciente informou que ela apresentava, havia dois dias, quadro de desorientação temporoespacial e dificuldade em deambular. Após a avaliação dos dados de história clínica, do exame físico e dos resultados dos exames complementares realizados pela paciente, o médico assistente que a atendeu chegou ao diagnóstico de hipotireoidismo e prescreveu uma reposição hormonal. A família manifestou estranheza em relação ao diagnóstico estabelecido e informou ao médico assistente que iria buscar uma segunda opinião. Com base nessa situação hipotética e levando em consideração o Código de Ética Médica publicado pelo CFM em 2019, julgue os itens a seguir.
Cabe ao médico assistente e não à família decidir sobre a execução de práticas terapêuticas.