Texto 1 de 2
Aprendemos desde cedo que a linguagem verbal serve para comunicar e frequentemente dizemos que o importante é a comunicação. Quando se fala em comunicação, muitas vezes, pensamos que se está falando na transmissão de informações. Comunicar não se limita, entretanto, a transmitir informações. Realmente, há momentos em que desejamos apenas fornecer uma informação, mas, muito frequentemente, temos outros objetivos, como: dar uma ordem, expressar um sentimento, fazer um pedido, exercer algum tipo de influência, fazer o outro mudar de opinião...
O ser humano vive em sociedade, isto é, fazemos parte de grupos sociais e agimos em conjunto com nossos semelhantes; interagimos. Na verdade, é para interagir que nos comunicamos, falamos e escrevemos. Por isso, não podemos nos esquecer de que a comunicação, ou a interação, envolve mais do que simplesmente informação; envolve, sobretudo, alguma forma de ação sobre o outro.
Fonte: Ana Lúcia Tinoco Cabral. A força das palavras. São Paulo: Editora Contexto, 2010, p. 10-11 (com adaptações).
Texto 2 de 2
Sérgio, com 19 anos de idade, sempre foi um rapaz calmo e tranquilo. Apesar de tímido, tinha muitas amizades. Participava de um grupo religioso onde conheceu sua primeira namorada. Após um desentendimento com ela, resolveu sair com um colega recém-chegado ao grupo da igreja. Pouco tempo depois, chegou em casa muito agitado, falante, confuso e transpirando muito. De acordo com o relato materno, “estava com uma feição que nunca tinha visto. Tinha olhos arregalados, não falava coisa com coisa. Parecia fraco. Chegou a vomitar”. A família, estranhando o quadro, ligou para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Sérgio, então, foi atendido por uma equipe multidisciplinar e encaminhado para o serviço especializado. Considerando a situação hipotética precedente, julgue os itens subsequentes.
No caso de Sérgio, a análise clínica é condição necessária e suficiente para a compreensão da gravidade e para a avaliação do grau de urgência da intervenção.