Texto 1 de 2
Aprendemos desde cedo que a linguagem verbal serve para comunicar e frequentemente dizemos que o importante é a comunicação. Quando se fala em comunicação, muitas vezes, pensamos que se está falando na transmissão de informações. Comunicar não se limita, entretanto, a transmitir informações. Realmente, há momentos em que desejamos apenas fornecer uma informação, mas, muito frequentemente, temos outros objetivos, como: dar uma ordem, expressar um sentimento, fazer um pedido, exercer algum tipo de influência, fazer o outro mudar de opinião...
O ser humano vive em sociedade, isto é, fazemos parte de grupos sociais e agimos em conjunto com nossos semelhantes; interagimos. Na verdade, é para interagir que nos comunicamos, falamos e escrevemos. Por isso, não podemos nos esquecer de que a comunicação, ou a interação, envolve mais do que simplesmente informação; envolve, sobretudo, alguma forma de ação sobre o outro.
Fonte: Ana Lúcia Tinoco Cabral. A força das palavras. São Paulo: Editora Contexto, 2010, p. 10-11 (com adaptações).
Texto 2 de 2
As primeiras duas décadas do século XX testemunharam transformações nas cidades brasileiras em uma escala e em um ritmo até então sem precedentes: altas taxas de crescimento populacional nas principais capitais pressionavam a demanda por habitação e serviços urbanos; a prosperidade proporcionada pelo café trazia benefícios materiais e novos padrões de consumo para alguns segmentos da população, mas as estruturas urbanas, em sua maioria herdadas do período colonial, não se coadunavam com as expectativas de uma sociedade que se urbanizava em passo acelerado, embora sustentada por uma economia agroexportadora de valores arraigadamente rurais. As cidades transformavam-se nas plataformas rumo ao mundo moderno, isto é, em busca de um nível de vida à maneira das grandes metrópoles europeias ou norte-americanas.
Hugo Segawa. Arquiteturas no Brasil 1900-1990.
São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 214, p. 22 (com adaptações).
Tendo o fragmento de texto apresentado como referência inicial, julgue os itens seguintes, a respeito da arquitetura e do urbanismo modernos no Brasil.
Concebida pelo urbanista Lucio Costa, Brasília foi originalmente estruturada em zonas e setores, posteriormente interpretados em quatro grandes escalas: monumental, residencial, gregária e bucólica.