Texto 1 de 2
Aprendemos desde cedo que a linguagem verbal serve para comunicar e frequentemente dizemos que o importante é a comunicação. Quando se fala em comunicação, muitas vezes, pensamos que se está falando na transmissão de informações. Comunicar não se limita, entretanto, a transmitir informações. Realmente, há momentos em que desejamos apenas fornecer uma informação, mas, muito frequentemente, temos outros objetivos, como: dar uma ordem, expressar um sentimento, fazer um pedido, exercer algum tipo de influência, fazer o outro mudar de opinião...
O ser humano vive em sociedade, isto é, fazemos parte de grupos sociais e agimos em conjunto com nossos semelhantes; interagimos. Na verdade, é para interagir que nos comunicamos, falamos e escrevemos. Por isso, não podemos nos esquecer de que a comunicação, ou a interação, envolve mais do que simplesmente informação; envolve, sobretudo, alguma forma de ação sobre o outro.
Fonte: Ana Lúcia Tinoco Cabral. A força das palavras. São Paulo: Editora Contexto, 2010, p. 10-11 (com adaptações).
Texto 2 de 2
Uma paciente de 42 anos de idade, tabagista, foi atendida com desconforto retroesternal de forte intensidade, que a despertara do sono havia quatro horas. O incômodo era em queimação e estava acompanhado de náuseas. Ela referiu ter feito uma refeição copiosa antes de deitar e relatou apresentar halitose e salivação excessiva havia dois meses, porém negou antecedentes patológicos pessoais ou familiares significativos. O exame físico não revelou anormalidades significativas. O eletrocardiograma demonstrou alterações inespecíficas da repolarização ventricular. Com base nesse quadro clínico, julgue os próximos itens.
A domperidona deverá fazer parte da terapêutica no caso em questão.