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CONSULPAM · 2024 · PREFEITURA MUNICIPAL DE GUARACIABA DO NORTE · PROFESSOR DA EDUCAÇÃO BÁSICA II - ARTES

Questão 25 – Educação – CONSULPAM 2024 – PREFEITURA MUNICIPAL DE GUARACIABA DO NORTE (PROFESSOR DA EDUCAÇÃO BÁSICA II - ARTES)

“Desde o início da história da humanidade, a arte tem

se mostrado como uma práxis presente em todas as

manifestações culturais. O homem que desenhou um

bisão em uma caverna pré-histórica teve de aprender

e construir conhecimentos para difundir essa prática.

E, da mesma maneira, compartilhar com as outras

pessoas o que aprendeu. A aprendizagem e o ensino

da arte sempre existiram e se transformaram, ao longo

da história, de acordo com normas e valores

estabelecidos, em diferentes ambientes culturais.”

(Brasil, 1998, p.21)

Leia as sentenças abaixo sobre a história do ensino de

arte, de acordo com os Parâmetros Curriculares

Nacionais de Arte:

INo século XX, a área de Arte acompanha e se

fundamenta nas transformações educacionais,

artísticas, estéticas e culturais. As pesquisas

desenvolvidas a partir do início do século, em

vários campos das ciências humanas, trouxeram

dados importantes sobre o desenvolvimento da

criança e do adolescente, sobre o processo

criador, e sobre a arte de outras culturas. Na

confluência da antropologia, da filosofia, da

psicologia, da psicanálise, da crítica de arte, da

psicopedagogia e das tendências estéticas da

modernidade, surgiram autores que formularam

os princípios inovadores para o ensino de

linguagens artísticas. Tais princípios

reconheciam a arte da criança como inexpressiva

e que precisava de direcionamento e técnicas

artísticas para o desenvolvimento da expressão

infantil.

IIOs estudos do século XX formularam princípios

inovadores para o ensino das linguagens

artísticas, e traziam como princípios o

reconhecimento da arte da criança como

manifestação espontânea e auto expressiva:

valorizavam a livre expressão e a sensibilização

para a experimentação artística como orientações

que visavam ao desenvolvimento do potencial

criador, ou seja, eram propostas centradas na

questão do desenvolvimento do aluno. O

princípio revolucionário que advogava a todos,

independentemente de talentos especiais, a

necessidade e a capacidade da expressão

artística, foi aos poucos sendo enquadrado em

palavras de ordem, como “o que importa é o

processo criador da criança e não o produto que

realiza” e “aprender a fazer, fazendo”. Esses e

muitos outros lemas foram aplicados

mecanicamente nas escolas, gerando

deformações e simplificações na ideia original, o

que redundou na banalização do “deixar fazer” –

ou seja, deixar o aluno fazer arte, sem nenhum

tipo de intervenção. Ao professor, destinava-se

um papel cada vez mais irrelevante e passivo. A

ele não cabia ensinar nada e a arte adulta deveria

ser mantida fora dos muros da escola, pelo perigo

da influência que poderia macular a “genuína e

espontânea expressão infantil”.

IIINa entrada da década de 60, houve uma

reorientação de pensamento sobre o ensino das

artes em centros norte-americanos e europeus,

questionando basicamente a ideia do

desenvolvimento espontâneo na expressão

artística, procurando definir a contribuição

específica da arte para a educação do ser humano.

A reflexão que inaugurou uma nova tendência,

cujo objetivo era precisar o fenômeno artístico

como conteúdo curricular, articulou-se em um

duplo movimento: por um lado, a reorientação da

livre expressão; por outro, a investigação da

natureza da arte como forma de conhecimento.

Está(ão) CORRETO(S) os itens:

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