“Desde o início da história da humanidade, a arte tem
se mostrado como uma práxis presente em todas as
manifestações culturais. O homem que desenhou um
bisão em uma caverna pré-histórica teve de aprender
e construir conhecimentos para difundir essa prática.
E, da mesma maneira, compartilhar com as outras
pessoas o que aprendeu. A aprendizagem e o ensino
da arte sempre existiram e se transformaram, ao longo
da história, de acordo com normas e valores
estabelecidos, em diferentes ambientes culturais.”
(Brasil, 1998, p.21)
Leia as sentenças abaixo sobre a história do ensino de
arte, de acordo com os Parâmetros Curriculares
Nacionais de Arte:
INo século XX, a área de Arte acompanha e se
fundamenta nas transformações educacionais,
artísticas, estéticas e culturais. As pesquisas
desenvolvidas a partir do início do século, em
vários campos das ciências humanas, trouxeram
dados importantes sobre o desenvolvimento da
criança e do adolescente, sobre o processo
criador, e sobre a arte de outras culturas. Na
confluência da antropologia, da filosofia, da
psicologia, da psicanálise, da crítica de arte, da
psicopedagogia e das tendências estéticas da
modernidade, surgiram autores que formularam
os princípios inovadores para o ensino de
linguagens artísticas. Tais princípios
reconheciam a arte da criança como inexpressiva
e que precisava de direcionamento e técnicas
artísticas para o desenvolvimento da expressão
infantil.
IIOs estudos do século XX formularam princípios
inovadores para o ensino das linguagens
artísticas, e traziam como princípios o
reconhecimento da arte da criança como
manifestação espontânea e auto expressiva:
valorizavam a livre expressão e a sensibilização
para a experimentação artística como orientações
que visavam ao desenvolvimento do potencial
criador, ou seja, eram propostas centradas na
questão do desenvolvimento do aluno. O
princípio revolucionário que advogava a todos,
independentemente de talentos especiais, a
necessidade e a capacidade da expressão
artística, foi aos poucos sendo enquadrado em
palavras de ordem, como “o que importa é o
processo criador da criança e não o produto que
realiza” e “aprender a fazer, fazendo”. Esses e
muitos outros lemas foram aplicados
mecanicamente nas escolas, gerando
deformações e simplificações na ideia original, o
que redundou na banalização do “deixar fazer” –
ou seja, deixar o aluno fazer arte, sem nenhum
tipo de intervenção. Ao professor, destinava-se
um papel cada vez mais irrelevante e passivo. A
ele não cabia ensinar nada e a arte adulta deveria
ser mantida fora dos muros da escola, pelo perigo
da influência que poderia macular a “genuína e
espontânea expressão infantil”.
IIINa entrada da década de 60, houve uma
reorientação de pensamento sobre o ensino das
artes em centros norte-americanos e europeus,
questionando basicamente a ideia do
desenvolvimento espontâneo na expressão
artística, procurando definir a contribuição
específica da arte para a educação do ser humano.
A reflexão que inaugurou uma nova tendência,
cujo objetivo era precisar o fenômeno artístico
como conteúdo curricular, articulou-se em um
duplo movimento: por um lado, a reorientação da
livre expressão; por outro, a investigação da
natureza da arte como forma de conhecimento.
Está(ão) CORRETO(S) os itens: