“O vigia na guarita a (...) é novo no o serviço e tem a obrigação de e me bar rrar no condom mínio. Pergunta meu nome e de estino, observa ando os meus sapatos . Interfona pa ara a casa 16 e diz que há um cida adão dizendo que é irmão da dona da casa. A casa a 16 resp ponde alguma a coisa que o vigia não gos ta e faz ‘hum ’. O por rtão de grades de ferro verde e argolões dou urados abre‐se aos peq quenos trancos, , como que relu utando em me dar passagem. (...) A c casa 16, no fin nal do condom mínio, tem outr ro interfone, ou utro por rtão eletrônico o e dois segu ranças armad os. Um rapaz z de flan nela na mão ab bre a portinhol la e me faz ent trar no jardim c com um m gesto de flan nela (...). O em pregado não s sabe que porta a da cas sa eu mereço, p pois não vim faz zer entrega nem m tenho aspecto o de visi ita. (...) Obedec cendo a sinais c convulsos da fl anela, contorno o os aut tomóveis na ga aragem transpa arente, subo po or uma escada a em car racol e dou num ma espécie de s sala de estar (. ..). Eis minha i irmã de p pegnoir, toman ndo o café da m manhã numa me esa oval”.
(Chico Buarque e. Estorvo. São Paul lo: Companhia das Letras, 1991, pp. 14 4‐16). O a autor reflete s sobre a experiê ência de viver atrás dos mu uros, vigi iado por seg guranças, com mum em m uitas metróp oles bra asileiras. Em termos socio ológicos, este trecho liter rário exe emplifica o fenô