O que fascinava Robert Boyle no relógio de Estrasburgo, com seus múltiplos mostradores e elaborados mecanismos, era a maneira como os artífices haviam incorporado o futuro ao seu funcionamento. Uma vez posto em movimento, o processo se desenrolava sem nova intervenção dos fabricantes. Para Boyle, a natureza era uma máquina construída por Deus, cujos fenômenos haviam sido previstos e incorporados ao seu funcionamento. Deus poderia intervir ocasionalmente por meio de milagres, que se distinguiam das maravilhas previamente projetadas pela suspensão das regularidades da matéria e do movimento.
Adaptado de DASTON, Lorraine. Against Nature. Cambridge: MIT Press, 2019, pp. 27-29. Com base no trecho, assinale a opção que descreve corretamente uma característica da concepção de natureza associada a Robert Boyle no contexto da Revolução Científica.