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Em Goiás, os africanos eram designados pretos. E sua presença, atestada na importância da atribuição colonial – cor, procedência e grau de liberdade. Todo mina era preto, mas nem todo preto era mina. A cor e a procedência estavam presentes na documentação e inscreviam o africano no Império português. Se essa classificação, por um lado, encobre vários grupos étnicos, cujas trajetórias dificilmente podem ser reconstituídas, por outro, não nos exime de refletir a respeito delas. Preto era a designação dos indivíduos trazidos da África. É isso que se depreende da correlação entre cor e procedência na documentação pesquisada. São denominados pretos os minas, angolas, nagôs, congos, benguelas, entre outros.
LOIOLA, Maria Lemke. Trajetórias para a liberdade: escravos e libertos na capitania de Goiás. Goiânia: Editora UFG, 2009, p. 40, com adaptações.
Na atribuição colonial, as designações, da forma como eram feitas, conforme o texto 2, demonstravam um tipo de