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O desencantar do próprio viver parece ser fundamental para que um plano de colonização completo siga sua aplicabilidade no território. Observa-se que qualquer rastro de encantamento é, por si só, subversivo contra todo o mecanismo que visa ao lucro em escala industrial. Aspectos culturais subjetivos, alheios aos interesses políticos econômicos vigentes, são retirados da construção “homogênea” da cultura de uma nação. Preservar tradições e culturas indígenas, africanas e caipiras – a “várzea” sociocultural – torna-se uma exímia manifestação, não apenas de resistência frente às imposições criadas, mas também de subversão. Ao compreender a resistência subversiva realizada a partir de práticas culturais alheias às “oficiais” vigentes, encontra-se, em cada dança, reza e música, um grito subversivo contra a caça ao encante, em um verdadeiro culto ao mecanicismo.
TOSCHI, Pedro; MARTINS, Maxwell Moreira. A sussa e a disputa Kalunga: encantamento e a problemática da reprodutibilidade da arte. In: Revista Nós: cultura, estética e linguagens, v.6, n. 2, 2o sem. 2021, p. 2011, com adaptações.
Assinale a alternativa que corresponde ao sentido da expressão metafórica “várzea sociocultural”, mencionada no texto.