nutricional, associado à suplementação mineral da dieta Independentemente da idade, durante a perda de peso, quase um terço da redução é de massa magra, incluindo a massa muscular, cuja preservação é fundamental para manter a força, a mobilidade e a autonomia. Ao envelhecer, porém, o organismo já tende a perder músculo e ganhar gordura. “O corpo da pessoa idosa é diferente de um adulto jovem — tem mais gordura e menos músculo, por isso, cada grama de músculo perdido na terceira idade tem um impacto maior”, afirma o geriatra Ivan Aprahamian, diretor científico da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG). Por isso, nessa faixa etária, o emagrecimento rápido ou acentuado pode favorecer fraqueza, quedas, fraturas e, assim, acelerar o processo de perda de funcionalidade, explica o endocrinologista Fernando Valente, professor da Faculdade de Medicina do ABC e diretor da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). “O efeito combinado do menor apetite com as náuseas e a rápida perda de peso provocadas pelas canetas pode precipitar síndromes geriátricas, como sarcopenia e fragilidade física”, diz Aprahamian. Outros problemas relacionados ao uso das canetas para diabetes e obesidade são a desidratação e a perda de eletrólitos, quando o paciente fica muito tempo sem se hidratar — o que acontece devido à falta de apetite ocasionada pela medicação. Casos graves de desidratação podem comprometer a função renal. Junto a isso, a baixa ingestão calórica aumenta o risco de deficiências nutricionais, além de aumentar o risco de hipoglicemia, o que, em casos mais graves, pode ter como sintomas até mesmo confusão mental. Fonte: https://www.estadao.com.br/saude/uso-decanetas-para-obesidade-entre-idosos-exige-cuidadosextras-entenda/. Acesso em 07/01/2026. Excerto adaptado