“(...) esta se processa num sistema de relações tendentes a promover a acumulação primitiva de capitais na
metrópole; ora, o tráfico negreiro, isto é, o abastecimento das colônias com escravos, abria um novo e
importante setor do comércio colonial, enquanto o apresamento dos indígenas era um negócio interno da
colônia. Assim, os ganhos comerciais resultantes da preação dos aborígines mantinham-se na colônia, com
os colonos empenhados nesse ‘gênero de vida’; a acumulação gerada no comércio de africanos, entretanto,
fluía para a metrópole.”
Fernando A. Novais. Portugal e Brasil na crise do Antigo Sistema Colonial. São Paulo: Hucitec, 1979, p. 105.
A tese defendida pelo autor no trecho e na obra destacados foi amplamente difundida e consagrada por
combater uma visão historiográfica correntemente aceita até então, sendo ela: