a implantação de programas de transferência a ampliação de políticas de educação básica desigualdades estruturais de renda e oportunidades. DA QUESTÃO 17 defendia a revolução violenta como única forma de absoluto do partido sobre o Estado e a economia. gradual para formas de socialismo por meio de e mecanismos de redistribuição, sem abolir a do XX, o porto do Rio de Janeiro foi um dos principais no Brasil. Nesse contexto, os estivadores – – criaram associações e sindicatos para que suas do trabalhador pudessem ganhar mais força. o papel dessas associações de estivadores na e capital em: espaços de solidariedade e mobilização, combinando de reivindicação salarial e resistência ao controle cultura e identidade operária portuária. limitaram-se a funções recreativas e de auxílio política ou sindical, pois sua composição coletiva. por uma alta dependência estrutural do Estado. Essa como servidores públicos, garantindo-lhes presentes na Consolidação das Leis do Trabalho como entidades exclusivamente beneficentes, o confronto com o patronato e para preservar a (1968-1973), o papel desse período na expresso em: por meio da criação de uma economia baseada na do acesso à infraestrutura social básica e na por investimentos estrangeiros e endividamento regime ao associar autoritarismo a crescimento e do fortalecimento do investimento em camponesa e da redistribuição de renda. da plena liberalização política e econômica, que internacionais e estimulou o investimento de capital políticas públicas, apoiadas por governos socialde nossa sociedade: e privatizações indiscriminadas, com a redução da ou não, e priorização exclusiva do equilíbrio fiscal, por meio de reformas que desregulamentam a benefícios sociais, sob o argumento de flexibilização fiscal para grandes conglomerados empresariais, a e o suporte às relações de negociação direta entre direta de renda condicionada, como o Bolsa Família e e de acesso ao ensino superior, buscando reduzir Texto I I.A., uma inteligência que não pensa. Já pensou nisso? Por Raphael Conceição O assombroso avanço tecnológico dos diversos modelos de linguagem existentes no mundo de hoje deixa à margem um debate importante acerca do que se convencionou denominar “Inteligência Artificial”. A discussão que tenho proposto em inúmeras palestras, oficinas e workshops sobre o tema trata de uma região que figura entre a imprecisão e o engano do uso do termo “inteligência” para um tipo de tecnologia que não pensa, não intui, não dispõe de consciência e, se tanto, simula a atividade cerebral humana. É indubitável que os bots que conversam de maneira tão natural com as pessoas transmitem uma sensação de proximidade. Meu ponto, porém, é que essa “pessoalidade”, por assim dizer, é tão legítima quanto a “mágica” de um ilusionista que prende nossa atenção em uma de suas mãos enquanto, com a outra, realiza processos cujo resultado nos encantará com lenços que lhe saem da boca ou uma carta de baralho rasgada que volta a aparecer em um dos bolsos de seu fraque. É divertido ver, admito. Mas não é mágica. Assim como conversar com um sistema também me entretém. Mas não é conversa. Sob essa ótica, desmistificamos questões que inclusive atrapalham as pessoas a usufruírem mais e melhor da tecnologia de que hoje dispomos. Quando nos damos conta de que tudo aquilo que perguntamos, demandamos ou pesquisamos, cujas respostas nos chegam em segundos de maneira impressionante, decorre de uma precisão estatística, matemática e padronizada, compreendemos melhor que o caminho a trilhar não é um embate IA x Humano, e sim um viés em que a dita Inteligência Artificial potencializa o que nós, pessoas, somos. Se de melhor ou pior, bom, o critério e a decisão ficam à nossa conta. De todo modo, medos de que as máquinas algum dia se revoltem contra nós como nas telas de cinema – ou no streaming que parece adivinhar a melhor série que combina com o meu perfil – podem ser minimizados quando aceitamos a IA tal qual ela é: poderosa em cálculo e correlação, mas desprovida de consciência ou compreensão semântica. A máquina avança pela nossa real inteligência e nos ajuda a automatizar tarefas repetitivas, calcular cenários em dimensões e magnitudes que há pouco pareciam impossíveis e até mesmo predizer possibilidades com alta taxa de acertos. Tudo isso sem tirar nem ameaçar o papel que nos cumpre: decisores sobre qual impacto queremos que a IA tenha em nossas vidas. A TV interferiu no rádio. O digital no impresso. O CD no vinil. A IA, claro, vai transformar muitos aspectos da nossa vida, e nossa relação com ela moldará nosso futuro. A pergunta que não quer calar (Como?), porém, não deve ser direcionada ao ChatGPT ou correlatos. Quem vai respondê-la seremos nós, enquanto sociedade, dentro das classes, castas e divisões a que nos submetemos (ou impomos). Quem sabe a gente não escolhe usar a tecnologia para um futuro mais inclusivo e menos desigual. Se é possível sonhar? Eu creio que sim. Mas esse papo é para um próximo texto. Um abraço, enter, e até lá. Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/opiniao/artigos/2025/10/1057 224-i-a-uma-inteligencia-que-nao-pensa-ja-pensounisso.html. Acesso em 31/10/2025. Excerto