“Foi na França que se verificou o mais ecumênico, transcendental
até então: a Revolução Francesa. Em nome da Liberdade,
burguesia, desencadeou o processo de ruptura com o
de transformação? O Terceiro Estado, o Povo liderado
AQUINO, Rubim. História das sociedades: das sociedades
Assim como a maioria dos grandes temas na História,
marcada por influências ideológicas, exposição a novos
destacado aponta para uma concepção central de uma
obras didáticas no Brasil, sobre a grandiosa e longeva
Todavia, é também bastante reconhecida uma proposta
que se funda no seguinte autor e argumento:
DA QUESTÃO 17
neoliberal (anos Defesa
1980–2000) desenvolvimentista
como atraso
Visto como essencial para
estatais
modernizar o Brasil,
como monopólios
criando infraestrutura e
que travam
indústrias de base.
Defendido como forma de
garantir soberania nacional
e autonomia frente às
potências.
como
fiscal
gerava inflação e
apresentados na seguinte alternativa:
como aproximação ao comunismo internacional –
à luz da economia de mercado – Apontada como
poder das elites tradicionais com acesso a cargos –
aos sindicatos, pois o salário sempre se transfere
em setores estratégicos se fosse bem administrado –
à globalização – Justiça social e estímulo ao consumo
econômico sustentável – Negado como estratégia
global – Exagero demagógico que comprometia
e a República Islâmica do Irã. Entender as divergências
historicamente as tensas relações no Oriente Médio
que na origem dessa rivalidade encontra-se o seguinte
da Babilônia pelo rei Ciro da Pérsia no século
cristãos, encerrando o rico comércio persa em 1453
Pérsia antes da islamização da região no século VII
com o advento da Revolução Islâmica de 1979
e universal dos acontecimentos históricos
Igualdade e Fraternidade, o povo, liderado pela
passado. (...) Quem representava, até então, as forças
pela burguesia.”
modernas às sociedades atuais. Rio de Janeiro: Ao Livro
Técnico, 2003. p.165-6.
também a Revolução Francesa tem a sua historiografia
olhares e diversidade de fontes e métodos. O trecho
vertente historiográfica, talvez ainda dominante nas
sequência de eventos que caracteriza esse processo.
revisionista desta perspectiva expressa no trecho,
CONTINUAÇÃO