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Instituto Mais · 2026 · Prefeitura do Município de Tietê · Engenheiro Civil

Questão 4 – Língua Portuguesa – Instituto Mais 2026 – Prefeitura do Município de Tietê (Engenheiro Civil)

Texto 1 de 1

Leia o texto abaixo para responder às questões de 1 a 8.

A tecnologia nos permite observar restos do passado, que formam as origens do Universo. Tudo graças a essa luz inimaginavelmente antiga que atravessou a imensidão do cosmos até chegar até nós. Será que isso significa que a luz é eterna? Ou irá se apagar algum dia? E, já que estamos no assunto, qual é a luz mais antiga que já observamos até hoje?

"A luz mais antiga do Universo nos chega do fundo cósmico de micro-ondas, emitida quando o Universo tinha cerca de 300 mil anos de existência", afirmou o astrônomo Matthew Middleton, da Universidade de Southampton, no Reino Unido, à BBC. O Universo começou com o Big Bang há cerca de 13,8 bilhões de anos. Mas, inicialmente, era um plasma extremamente quente. Durante esses cerca de 300 mil anos, os fótons, que são as partículas elementares que compõem a luz e toda a radiação eletromagnética, não podiam viajar livremente porque se chocavam constantemente com partículas carregadas.

"Mas, à medida que o Universo se expandia, ele se resfriava e, quando se resfriou o suficiente para que os prótons e elétrons se combinassem e formassem um átomo de hidrogênio, os fótons conseguiram escapar", explica Middleton. "Essa radiação ficou viajando até nós desde então". Este evento se chama "recombinação". Ele marcou o momento em que "o Universo se tornou transparente pela primeira vez", segundo ele. Por isso, existe uma espécie de pico na linha temporal do Universo, onde, de repente, é liberada muita energia que, agora, está em toda parte. "É muito importante porque nos conta como o Universo desenvolveu sua estrutura", prossegue o astrônomo. "É a impressão digital da criação". Esta digital, de fato, está em todos os lugares. E, se você tiver idade suficiente para recordar a estática dos antigos televisores analógicos, já a terá visto.

É comum, neste tipo de aparelho, encontrarmos um ruído branco. Esse ruído branco provém, em parte, da radiação cósmica de fundo de micro-ondas descrita por Middleton. Ela viajou pelo cosmos por 13 bilhões de anos até chegar até nós. Mas, além do fundo cósmico de micro-ondas, qual é o objeto individual mais antigo que conseguimos observar? Os astrônomos tentaram determinar a idade de estrelas individuais localizadas nas proximidades do Sistema Solar. E a HD 140283 foi objeto de estudos detalhados para sua estimativa. Essa Estrela de Matusalém se encontra no nosso entorno galáctico e é considerada uma das estrelas mais antigas, cuja idade pode ser medida de forma confiável. Calcula-se que ela tenha surgido logo depois do próprio Universo, pois ela faz parte das primeiras gerações de estrelas formadas após o Big Bang. Mas isso se refere exclusivamente à sua idade intrínseca como objeto e, aqui, estamos falando de luz.

Do ponto de vista cosmológico, sua luz não é particularmente antiga. A uma distância de cerca de 190 anos-luz, os fótons que detectamos hoje foram emitidos há apenas este tempo. Mas nossa pergunta, na verdade, é: qual é a luz mais antiga que já observamos, procedente de um objeto individual. A resposta, neste caso, não está nas estrelas próximas, por mais antigas que sejam, mas sim nas galáxias primordiais extremamente distantes, cuja luz foi emitida quando o Universo tinha "apenas" centenas de milhões de anos e viajou por todo esse período até que pudéssemos observá-la. O recorde da estrela mais antiga e distante é da JADES-GS-z14-0. Sua luz partiu quando o Universo tinha cerca de 300 milhões de anos, ou seja, ela tem mais de 13,4 bilhões de anos de idade. Mas, em meados de 2025, surgiu uma concorrente: a estrela MoM-z14. Sua luz foi emitida cerca de 20 milhões de anos antes. Ou seja, ela é um pouco mais próxima do Big Bang.

Descrita como "milagre cósmico" pela equipe de cientistas que a detectou com o telescópio espacial James Webb, sua descoberta aguarda a revisão de pares para ser confirmada como o ponto mais longínquo e, ao mesmo tempo, mais antigo já detectado por um instrumento científico humano. A MoM-z14 é um eco de um passado muito remoto. Mas não podemos esquecer que o Universo é tão colossal que, quando essas luzes chegam até nós, os objetos que as emitiram já não são os mesmos. O que os astrônomos observam é o que ela foi: um ponto que indica que existiu uma galáxia, que talvez seja agora uma galáxia gigantesca ... ou sabe-se lá o quê. Quando olhamos para as luzes no firmamento, viajamos através do tempo. Mas o que acontece com o futuro? Será que a luz tem data de validade?

(Jornal BBC News Brasil. Qual a luz mais antiga do Universo que já observamos. 13.04.2026. Adaptado).

Assinale a alternativa cuja frase utiliza palavra com sentido figurado.

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