Homem, atendente de telemarketing de 27 anos, fumante, volta ao ambulatório de clínica para
acompanhamento de dor recorrente em epigastro. Apresentou-se há três semanas queixando-se de
aumento na frequência e na intensidade da dor epigástrica, com pirose, a qual vem sentindo
ocasionalmente há mais de dois anos. Refere sofrer com a dor de 3 a 4 vezes por semana, em geral
quando está em jejum, e frequentemente desperta pela dispepsia. Relata que o fator de melhora é ingestão
de alimentos e de antiácidos, porém, com o último, melhora por no máximo 3 horas. Ele admite que as
tensões no trabalho aumentaram recentemente e que, por causa da jornada, está ingerindo bebidas ricas
em cafeína e se alimentando mais de lanches gordurosos. Sua história médica e a revisão dos sistemas
não têm nada digno de nota, salvo os antiácidos. Seu exame físico é normal, incluindo o guáiaco nas
fezes, que foi negativo. Paciente possui Índice de Massa Corporal de 32 kg/m2. Endoscopia digestiva alta,
apresenta gastrite leve com presença de hérnia de hiato, teste da uréase positivo e biópsia com presença
de pylori.
Helicobacter
Qual é a conduta a ser tomada?