Fernando, de 28 anos, vem ao Pronto Atendimento do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul porque
está há cinco dias com náusea, vômitos, dor abdominal difusa, febre de 38,3°C e dores musculares.
Perdeu o apetite, mas tolera líquidos e não tem diarreia. Não tem história médica ou familiar significativas
e não viajou para fora de Campo Grande. Admite ter tido 12 parceiras sexuais durante a vida, nega uso de
drogas ilícitas e bebe álcool ocasionalmente, mas não depois que a doença começou. Não toma
medicação rotineiramente, refere ser alérgico à dipirona e vem tomando aproximadamente 30
comprimidos de paracetamol por dia há dois dias por causa de febre e das dores no corpo desde que a
38oC,
doença começou. Durante o exame, sua temperatura é de a frequência cardíaca é de 98 bpm e a
pressão arterial é de 120/74 mmHg. O paciente está ictérico, mas o tórax está limpo à ausculta, e o ritmo
cardíaco é regular, sem sopros. O fígado é percutível por 12 cm, liso e levemente doloroso à palpação. Não
há distensão abdominal ou edema periférico. Os exames laboratoriais mostram hemograma normal,
sorologia para Dengue negativa, teste rápido de HIV negativo, com níveis de creatinina de 1,1 mg/dL,
alanina aminotransferase (ALT) de 3.440 UI/L, aspartato aminotransferase (AST) de 2.705 UI/L, bilirrubina
total de 24,5 mg/dL, bilirrubina direta de 18,2 mg/dL, fosfatase alcalina de 349 UI/L, albumina sérica de 3
g/dL e tempo de protrombina de 14 segundos.
Qual é a conduta a ser tomada?